domingo, 1 de maio de 2011

QUENTE, QUENTE, QUENTE... QUEIMOU!

Funciona assim. A gente começa a ganhar peso. Dormir mal, ficar cansada. Então chega em casa um dia e resolve fazer uma revolução na alimentação. Nada mais de comer enquanto trabalha em frente ao computador. Nada mais de comida em saquinhos, barrinhas de gordura e açúcar. Eu cheguei em casa essa semana e resolvi cozinhar. Gãos integrais e legumes. Tudo bem caseiro para deixar minha pele mais bonita. Coloquei uma espiga de milho em água com sal para cozinhar e fui para o computador trabalhar. O problema de computadores é que eles nos transferem para uma realidade paralela. Uma outra dimensão onde o tempo e o espaço possuem massa, peso, cor e aroma diferentes. Após algumas horas a gente só sente que o tempo passou se a perna começar a formigar. Mesmo assim mudamos de posição e continuamos compenetrados no que quer que estivéssemos fazendo. Eu até cheguei a sentir cheiro de queimado, mas achei que o vizinho fosse desastrado. Como Murphy diz, a desastrada sou sempre eu. Resultado foi uma cozinha tomada pela fumaça. Uma panela jogada no lixo. Louças, paredes, meus cabelos e os lençóis limpinhos que estavam aguardando para serem passados, totalmente defumados. O cheiro de queimado impregna nas narinas, né!? E o jantar virou essa imagem aqui embaixo. Uma vez eu salguei demais a comida e me disseram que era sinal de que eu estava apaixonada. (Neguei. Neguei até a morte, mas eu estava.) Quando a gente produz carvão caseiro é sinal de que?

2 comentários:

Anônimo disse...

Quando vc produz carvão caseiro é sinal de perigo!
Sinal claro. Volte pras barrinhas. afinal ... sua pele é linda e vai agüentar essa provocação , mas queimaduras... Isso ela não agüentaria.
Beijossssss da Lígia

Rafael Silva Antunes disse...

Verdade, é muita sorte, a mim aconteceu o mesmo a cozer ovos (alguns ficaram castanhos na casca e na parte branca), mas deu para comer...
O melhor é pôr 1 memo no telefone c/ despertador, para voltar a verificar a panela :\

Você escreve muito bem, parabéns, foi uma delícia ler as tuas publicações.

Valeu!