terça-feira, 21 de dezembro de 2010

VERÃO

Hoje às 21h38 o Verão estará começando no Brasil. Verão de verdade, quente, abafado, com Sol de deixar a gente moreninha. Direito à tromba d’água no final do dia. Chinelos Havaianas e sorvete. Adoro verão. Sempre me dá uma nostalgia de adolescência. Dos vinte e poucos anos. De descer para a praia. Noites quentes tomando cerveja na Vila Madalena. Meu carro não tem ar condicionado, então eu acabo amaldiçoando um pouco o universo quando fico presa no trânsito. E todos os anos eu juro por Deus que vou trocar de carro e melhorar as condições de trabalho. Uma coisinha de cada vez. Esse mês acabou o orçamento. Duas mudanças em menos de dois meses. Comprei geladeira, fogão, lavadora Brastemp. Falta a escrivaninha e o sofá-cama. Vou fazer um quarto de hóspedes, aberto ao público. Mas vai todo mundo jantar sentado no chão da sala, com o prato no colo. Mesa e cadeiras ainda vão demorar um pouquinho. Além dos R$70 que sobraram na minha conta no banco, tenho só R$25 na carteira. Mas feliz pra burro! Ando feliz mesmo. Felicidade daquelas que vêem milhões de possibilidades. Cheia de vontade de fazer de 2011 um ano ainda melhor que esse. E esse foi um ano incrível. Embora eu esteja terminando o ano com o coração destroçado. Eu nunca mais toquei nesse assunto, mas é isso. Meu coração está destroçado. Faz parte. Só fica assim quem ama. Eu ainda prefiro destroçar meu coração um milhão de vezes do que parar de amar. Não somos todos assim? Gosto de pensar que sim. Acho que as pessoas são todas iguais. Somos um bando de gente carente só querendo ser amada. Hoje fugi do temporal e vim para casa. Meu celular completamente descarregado de bateria e eu vim trabalhar enquanto ele carregava. Gosto de trabalhar com a televisão ligada. Faz a casa parecer mais cheia. Ouvir vozes de pessoas quando se mora sozinha. Então estava passando “Notting Hill” em um desses canais do cabo. Eu adoro comédias românticas. Eu poderia escrever uma tese sobre elas. Assisto todas. Choro em todas. Amo. “Notting Hill” tem uma coisa em particular. A música “She” no final feliz. Eu sempre disse que queria casar com essa música. Agora já nem sei se quero mais casar... mas toda vez que ouço essa música, imagino alguém olhando para mim como Hugh Grant olha para Julia Roberts naquela cena da press conference final. Não é tudo o que a gente gostaria de verdade na vida? Encontrar alguém que nos olhasse com aqueles olhos? Às vezes sinto que sou muito mal agradecida. Sou uma pessoa tão abençoada com tanto amor na minha vida, e fico falando exatamente daquele amor que falta. Mas então tem aquela cena. Essa cena aqui embaixo.



“Eu sou só uma garota, parada em frente a um cara, pedindo que ele me ame”. Talvez isso defina as coisas um pouco mais. Eu também não passo de uma pessoa carente, querendo ser amada. Às vezes as pessoas não estão dispostas a nos amar. Também faz parte. É um direito delas. Eu vou pegar meu coraçãozinho destroçado, mudar para o meu apartamento novo. Vou comemorar o Natal (que ainda é o meu feriado favorito), vou me despedir do melhor ano da minha vida. Aproveitar o verão que está só começando. Afinal, está só começando. Tanto Sol ainda para brilhar. Vou abrir um sorrisão (o meu não é tão bonito quanto o da Julia Roberts, mas é meu) e se algum dia em 2011 eu me encontrar parada em frente a um garoto novamente... não vou hesitar em pedir que ele me ame.

2 comentários:

marcella disse...

eu te entendo com relaçao a ser sentir mal agradecida. mas cara, o que é a vida sem aquele amor? di. diz.
Nao sei...
Comedias romanticas fazem bem as nossas almas de meninas bocos eternamente romanticas : )
Bjs

Anônimo disse...

Alguns caras são românticos assumidos. E duram pouco. Outros, vivem mal disfarçados. Há os cínicos e os envergonhados. Os bem humorados duram até o fim de um relacionamento. Ex-românticos, somos quase todos. E há os românticos renitentes, de corações destroçados. Para estes, existe a Fênix.