Primeiro dia é fácil, né!? Eu levantei da cama, fiz minha meditação, desci para a academia do prédio e corri 4K. Não precisa ser gênio para saber que saúde tem tudo a ver com exercícios físicos. E se você quer continuar com uma vida ativa por muitos anos, viajar para muitos outros países, fazer trilhas, subir vulcões, escalar montanhas, explorar florestas... então você precisa ter fôlego. Não existe nenhum jeito de conseguir pique, disposição e fôlego sem suar a camisa. Ainda não inventaram. Então tem de malhar. De brinde ainda vou conseguir entrar em 70% das roupas do meu guarda-roupa. Esse é o plano. Só acho que a coisa não vai ser tão simples quanto eu achei. Porque eu não contei, mas eu estou muito enferrujada. Sempre tive uma genética favorável. Colocava a testa no joelho e nem sentia. Hoje tenho sentido algumas dores quando tento alongar meu corpo que eu nem sabia que eram possíveis. Bom, não passo vergonha nas aulas porque, mesmo enferrujada, meu alongamento é legal. Mas como eu sei qual é o meu potencial, fico sentindo como se estivesse literalmente atrofiando. Não sei se é a idade, ou a cara de pau de não levar uma rotina mais intensa de exercícios. Só sei que senti dificuldade, e isso era uma coisa que nunca tinha sentido antes. Como fiquei preocupada com isso, resolvi ir para a academia à noite. Usei meu horário de rodízio para fazer algo que me ajudasse a chegar lá. Fiz 1h30 de transporte, que é minha nova descoberta. É ótimo para pernas, bumbum e até que é divertido de fazer. Coloquei os fones de ouvido e fiquei assistindo Law and Order até enjoar. Depois encarei uma aula puxada de 1h15 de yoga. A única coisa que foi bem estúpida, nem foi a quantidade de esforço físico. Foi ter feito tudo isso sem um lanchinho, ou uma barrinha de cereais no intervalo para me dar pique. Como sou hipoglicêmica, terminei a meditação da yoga quase desmaiando. Tive de correr no empório natural na frente da academia e quase me afoguei em um saco de frutas secas. (São ótimas para devolver os níveis de açúcar do sangue.) Por isso acabei jantando um pacote de salgadinho de arroz japonês (que sou viciada!), um prato de quinoa com saladinha de tomate e um pote de abacate com limão. Concordo. Peguei pesado. Sempre cometo esse erro. Jogo toda a energia que tenho em um único objetivo e depois não tenho fôlego para segurar a rotina por muito tempo. Assim é com alimentação, trabalho, literatura. Tudo. Mas afinal de contas, não é para conseguir mais fôlego que eu estou fazendo tudo isso?
"...estou procurando, estou procurando. Tentando dar a alguém o que vivi e não sei a quem, mas não quero ficar com o que vivi." (Clarice Lispector - Paixão Segundo GH)
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segunda-feira, 16 de abril de 2012
COMPROMISSO 40
Hoje eu fui colocar um shorts de corrida que comprei há exatamente um ano. Ele ficou justo. Muito justo. Só para registro esses shorts de corrida são bem folgados porque precisam auxiliar os movimentos, deixar as pernas confortáveis e livres. Há exatamente um ano meu problema era que eu tinha emagrecido demais. Então, como em um susto, engordei 10Kg que fizeram questão de preencher todo o espaço livre do shorts. Nesse tempo também eu parei com o cigarro for good, excluí baladas e vida noturna do meu estilo de vida, voltei ao vegetarianismo, intensifiquei a meditação, voltei para a yoga, para o ballet, mudei a maneira de me relacionar com as pessoas, e também as pessoas com quem eu me relaciono. Voltei a escrever literatura, e isso na verdade é a coisa mais importante da minha vida. Tenho tentando desenvolver uma atitude otimista e positiva em tudo que faço. Foram muitas mudanças, que começaram 3 anos atrás e estão culminando hoje no lugar que eu sempre quis chegar. Ou quase... Acho que todo mundo tem aquele momento em que sente que não dá para ficar mais em cima do muro. A gente vai fazendo mudanças, mudanças, até que chega uma hora que precisa assumir alguma coisa. Eu cheguei no momento de resolver esse quase. Se tem uma coisa que me deixa insatisfeita em tudo o que eu busquei e almejei transformar minha vida, é o tamanho da minha bunda. Sempre fui vaidosa e isso não faz parte das coisas que quero mudar, então resolvi que era hora de assumir de uma vez uma atitude efetiva para melhorar meu corpo e fazer com que ele acompanhe a leva de boas conquistas. Isso significa que, a partir de hoje eu vou me comprometer a escrever aqui (também) minhas ações para conquistar um corpo saudável e legal. Eu quero voltar a correr 10K sem precisar andar no meio ou ficar com a língua de fora. Eu quero controlar a asma, reforçar meu sistema imunológico. Quero que minha pele tenha mais viço e menos espinhas. Quero saber que eu estou caminhando para os 40 anos com todo o pique que eu vou precisar para fazer todas as coisas incríveis que a vida oferece. Então é isso! Nem que seja por orgulho, para não ter de vir aqui dizer que não aguentei e desisti, eu vou contar aos poucos como está sendo me tornar uma mulher madura (para não dizer “envelhecer”!!!) com saúde e garantindo que esse corpinho ainda tenha muita kilometragem para percorrer.
sábado, 10 de março de 2012
SEM AGROTÓXICOS
Nos últimos três meses eu passei por um bocado de provações. Ainda estou passando. Entre elas, minha saúde me fez lembrar que ela também é de papel. Como quase todo o resto, senti que podia se desmanchar até sumir com a chuva. O que importa é que, na necessidade de ficar o mais saudável possível, eu estou com atenções redobradas sobre tudo o que entra no meu organismo. Seja física ou energeticamente. E foi assim que eu descobri “O Bom Verdureiro”. Alimentos orgânicos sempre foram mais um flerte do que um objetivo em si. De vez em nunca eu dava um pulinho no Parque da Água Branca, ou comprava uma ou outra coisa na secção de Orgânicos do supermercado. Mas no geral eu achava tudo muito feio e mirradinho. Acabava fazendo feira aqui na praça em frente de casa ou indo na “Quitanda” na Vila Madalena. Quando percebi que, cuidar da minha saúde, havia se tornado uma coisa necessária e não apenas um luxo, resolvi que mudaria minha alimentação. Muitos grãos. Além do vegetarianismo, passei a comer alimentos orgânicos. Sim, eles são mais caros. E podem pesar muito no orçamento, principalmente para quem tem família. Mas eu sou sozinha, e como eu disse, virou necessidade. “O Bom Verdureiro” funciona assim. Você assina o mailing deles e eles possuem uma rede de produtores nas redondezas de São Paulo. Duas vezes por semana eles enviam uma lista com os legumes, frutas e verduras que vão estar disponíveis. Você assinala o que quer, envia por email e às 3as e às 6as feiras eles entregam na sua casa. Tudo é colhido no dia anterior para vir direto para minha geladeira. Por isso você só compra o que está fresco e na época. Reduz as emissões de carbono, e o sabor... É inacreditável a diferença! Além do básico da feira, eles fornecem leite, queijos, geleias, temperos, papinhas de bebê, barrinhas de cereal, ovos e congelados. Tudo orgânico! Eu acho luxo, verdade. Mas se não é exatamente por essas coisas que viver em SP é tão maravilhoso.
Fica a dica! http://www.obomverdureiro.com.br/
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