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sábado, 7 de fevereiro de 2015

FOCO NA BRAVUS

Uma das coisas mais gostosas da vida é estabelecer um objetivo e conquista-lo. Colocar uma meta, traçar um plano e ser bem sucedido na execução. Às vezes sinto que falta um pouco disso na minha vida. Falta um pouco da cenourinha para correr atrás. Do conforto para a conformidade é só um punhadinho de letras. Quando a gente se dá conta, a vida já está no piloto automático. Então gosto de criar alguns obstáculos. Estipular pequenos sonhos.
Depois da grande conquista de 2014 – que eu fui atrás, consegui e vai mudar minha vida completamente em 2015 – resolvi correr atrás de uma conquista antes de ir embora. Rolou um convite entre os mergulhadores no Facebook, e depois de algumas postagens tínhamos 4 equipes e lá estava eu inscrita para a Bravus Race em Abril.
A Bravus Race é uma corrida com obstáculos. São 5K (nem tão assustador) com inúmeros obstáculos como paredões para escalar, escadas sobre pântanos para passar pendurada, tanques de gelo para mergulhar, campos com arame farpado para rastejar e toras de madeira para carregar (isso sim, bem assustador). A primeira coisa que pensei foi: “será que dá para pular algum obstáculo?”. Acontece que dá. Mas acontece também que para pular cada obstáculo é preciso pagar 20 flexões.
Porque alguém como eu, que anda sedentária, preguiçosa e sem disciplina, resolveria fazer uma prova dessas? Exatamente por estar sedentária, preguiçosa e sem disciplina. A ideia de que eu não estou preparada para essa corrida e que eu posso treinar e chegar lá e fazer, é algo que me atrai muito. Nada como um  desafio para a gente se sentir viva.
Por isso, resolvi abraçar a brincadeira para valer!
O primeiro passo foi contratar uma personal. Coloquei um post no FB e vários amigos me indicaram uma dezena de profissionais bem legais. Passei uma semana encontrando e entrevistando, e acabei fechando com a Lu Proietti. Sabe quando o santo bate com a pessoa? A Lu faz corrida de aventura e entende como um bom treinamento é essencial, não apenas para conquistar o objetivo final, mas para prevenir lesões. Então essa semana começamos uma rotina puxada de treinamento para fortalecer os grupos de músculos que mais serão exigidos na Bravus, e me preparar para passar por cada um dos obstáculos. Além disso, reforcei a corrida e a Lu vai me passar um treino de natação para os dias que a gente não se encontra. O objetivo é secar, ganhar força e fôlego em menos de 3 meses. A Lu disse que dá tempo. Eu acredito nela.
Paralelamente, fiz uma revolução na alimentação. Não existe resultado completo sem um cuidado global de treino e alimentação. Todo mundo sabe disso. Então aumentei o consumo de proteínas, para ganhar músculos, cortei glutén, gorduras saturadas e alimentos de alto índice glicêmico. Cabs à noite também foram banidos e uma dose de suplementos entraram na dieta. Whey, colágeno, e um monte de alimentos funcionais que prometem turbinar os resultados. Minha geladeira está cheia de chia, amaranto, linhaça, óleo de coco, tapioca, banana, brócolis, cogumelos e leite de amêndoas. Tudo para meu corpo ser estimulado para alcançar seu maior potencial.
Essa primeira semana foi estranha. Tenho a sensação que como muito. Os alimentos me dão tanta saciedade, que contrasta com a ideia de dieta que sempre tive na vida. Aquela sensação constante de passar forme. Então isso é um tanto estranho. Depois de uma semana de treino também eu estou podendo vivenciar um corpo encharcado em ácido lático. Sinto dor em praticamente todos os músculos do meu corpo. Dói para andar, para abaixar, para levantar os braços, para me virar, para tirar um casaco. No fundo, adoro essa dor. Sinal de que os músculos enferrujados foram colocados para trabalhar.

Dizem que as primeiras semanas são as mais difíceis, porque o corpo precisa se habituar. Que assim seja. Até agora estou feliz pra caramba de ter uma cenourinha para correr atrás, e bem confiante de que eu vou conseguir. Vou chegar na Bravus em Abril e arrasar naqueles obstáculos!

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

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Stress pouco é bobagem! Já dizia o ditado. Como eu estou enfrentando nesses meses uma das fases mais punk da minha vida, e depois dos episódios de doença e cirurgia do ano passado, resolvi buscar ajuda onde posso. No passado os florais me ajudaram muito. Tanto que pensei até que era a pessoa mais sugestionável do universo. E acho que se pode ajudar, porque não, né!? Então, de volta aos florais, às deliciosas conversas com o Mauro, uma bela sessão de acumpuntura e reflexologia e muitas imagens da Ásia me esperando quando tudo acabar. Vamos lá, me fortalecer. Porque não está sendo fácil, não será fácil, e não tem ninguém ajudando a dar apoio. Estou sozinha nessa e preciso virar uma fortaleza. 

terça-feira, 1 de outubro de 2013

CORRA, DRI CORRA



Eu sou da opinião que, cada pessoa deve achar qual o seu esporte. Não que cada pessoa tenha apenas um esporte, mas cada pessoa vai se sentir bem fazendo determinada(s) atividade(s) física(s). Tem gente que gosta de tudo, é verdade. Faz, pula, pinta e borda. Outros já comparam qualquer atividade com uma sessão de tortura chinesa. Mas a verdade é que, quando encontramos alguma atividade que nos dá prazer, a vida fica muito mais gostosa e fácil de se levar. Já vão 10 anos e eu descobri a corrida. É uma das atividades da minha vida. Nesses 10 anos passei por períodos de intensa dedicação, e completa abstinência. Mas sempre corri. O que gosto na corrida? É um esporte independente. Não dependo de ninguém para correr. Sou eu, meu tênis e uma pista. A gente pode correr em qualquer lugar do mundo, qualquer hora do dia. Funciona quase como uma meditação. Enquanto corro sou eu e meus pensamentos, e nós vamos nos organizando conforme meu corpo vai sendo desafiado. Para mim sempre foi um problema, a mente muito ativa e o corpo nunca cansava. Sofri anos de insônia por causa disso. A corrida me ajuda a equilibrar a equação. Me faz um bem danado. Com os acontecimentos dos últimos meses, que me obrigaram a refletir sobre todas as coisas que eu tenho feito na vida, comecei a resgatar o que realmente me é caro. Com isso voltou a corrida à toda. Ainda não recuperei o fôlego dos meus tempos aureos, mas o gostoso de atividade física é que conseguimos ver resultados rápidos, eles são perceptíveis. O fôlego melhorou gigantescamente. E já estou alcançando um ritmo que não dá mais vergonha de contar para os amigos. Para me coroar retomei com tudo as corridas de rua. Esse é um dos meus grande prazeres. Adoro corridas de rua!!! Acho que todo mundo deveria participar de pelo menos uma na vida. É uma atmosfera muito boa, muito positiva, de alegria, dedicação, saúde. Cheia de gente bonita. A gente vai correndo pelas ruas da cidade, enquanto voluntários gritam frases de incentivo e nos aplaudem quando a gente passa. No final a gente ganha um monte de brindes e até uma medalha. Quer coisa mais legal!? Eu sinto falta de companhia para fazer essas coisas. Meus amigos são todos sedentários, e ninguém nunca se anima a me acompanhar. Mas a corrida pode ser assim também. Uma história da gente com a gente mesmo. Esse final de semana fiz dobradinha. Fiz a Fila Night Race e a Etapa Primavera do Circuito das Estações da Adidas. A Fila Night Race foi na USP. Achei um pouco desorganizada. A largada estava quase sendo dada e ainda havia uma fila kilométrica para retirar o chip. Os funcionários sem nada de proatividade. Alguns sem fazer nada, parados, olhando a banda passar, em vez de se prontificarem e ajudarem a distribuir os chips para que todos os corredores pudessem largar com calma. Ainda não entendo porque esse frescura de entregar chip no dia. Antes tivessem entregado já com o kit. Eu gosto bastante de corridas na USP. A USP é como um dos nossos quintais, um lugar tradicional para corredores paulistanos. Também é uma das poucas oportunidades de ir ao campi. Desde que saí da faculdade o universo universitário foi ficando cada vez mais distante. É gostos correr entre as faculdade, beirando a raia. Uma pena que a USP esteja tão abandonada. As ruas estão todas esburacadas, feias, mal tratadas. A prova virou praticamente uma corrida de obstáculos. Desvia do buraco, pula a cratera, e cuidado para não tropeçar no degrau. Fiz 5K assim, passando por todos os obstáculos sem torcer o pé nem uma vez. No domingo foi o dia do Circuito das Estações. Acordei às 5h30 e tava uma chuva forte na janela, o dia todo escuro. Juro que fechei os olhos e considerei por dois minutos a possibilidade de ficar na cama e cabular a corrida. Mas depois resolvi ir, porque correr me faz sentir muito melhor do que ficar na cama. Fui esperando fazer a corrida na chuva. Me agasalhei, coloquei uma camiseta de manga longa por baixo, tênis velho para poder ensopar na chuva e saí toda descabelada, esperando que a chuva desse um jeito na juba. Mas Murphy sabe das coisas. Assim que cheguei no Pacaembu o céu abriu, o tempo esquentou e no primeiro km eu já estava super-aquecida. Tive que perder um tempo parando e tirando a blusa de baixo para continuar a corrida. Essa prova é bem legal. Tem um pouco de altimetria, para aumentar o desafio. A gente sai da Praça Charles Miller, desce a Pacaembu e pega o Minhocão, depois volta pela contramão até a praça de volta. É um circuito gostoso de fazer. Adoro correr no Minhocão. A organização lançou um desfio bem legal. Fez percursos com 1K a mais para quem quisesse se desafiar um pouco mais. Como não aceitar uma proposta dessas!? Claro que fiz 6K, feliz, tranquila. Cheguei descabelada, mas com um sentimento de bastante completude. Depois o tempo fechou de vez, mas daí eu já estava em casa. Pude ficar nas cobertas, trabalhando em um livro o domingo inteiro, sem um pingo de peso na consciência. Achar uma atividade física é um pouco assim, deixa de ser um sacrifício. Passa a ser um suporte para a vida, algo que soma e fortalece os nossos dias. 

sexta-feira, 27 de setembro de 2013


Acho que se eu for escolher algumas palavras para definir meus últimos meses seriam dor e mudança. Ah sim, e um enorme sentimento de “foda-se”. Uma vontade muito grande de me jogar verticalmente em mim mesma. Já parou para pensar no quanto a gente vive pelos outros. As relações que construímos, as pessoas que amamos, as responsabilidades que assumimos. Quando nos damos conta a vida dos outros nos influencia mais do que nossa própria. E é muito doloroso se desvincular emocionalmente das provações que as pessoas que nós amamos passam. É como diz aquele ditado, aprendemos pelo amor ou pela dor. Para mim a lição veio em uma crise de stress, meia dúzia de consultas médicas, exames, uma doença crônica e uma cirurgia para biopsia. Enquanto eu estou aqui, aguardando o resultado da biopsia e vivendo um pós-operatório chato, com remédios que me enchem de sono, volto a questionar onde está minha vida no meio disso tudo. O que é meu, o que faz parte da minha história, e o que eu peguei emprestado por achar que era responsabilidade minha. Ah, a gente faz terapia a vida inteira e continua errada. Sabe o que tem me feito feliz esses dias? Ser saudável. Gosto muito de ser saudável. De me cuidar. De fazer esportes, correr. Sentir meu sistema cardio-respiratório sendo exigido. Gosto de me alimentar bem. De comer coisas saudáveis. De ver a reação de uma boa nutrição no meu organismo. Gosto de ser vegetariana. Eu gosto de lubrificar a maquininha. Eu estou me pegando no colo. Quando a gente se dissocia do que não nos pertence, parece mais evidente cuidar de quem realmente faz parte da nossa história. Quero me rodear do que é bom. Do que é saudável. Do que faz bem.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

O LADO BOM DA VIDA



Nos últimos dias estou sucumbindo a uma crise de stress. Estou enfrentando alguns problemas particulares e, mais uma vez, a vida está me mostrando que eu não sou forte o suficiente. O resultado é que o stress, que eu “sabiamente” ignorei na esperança que ele deixasse de existir sozinho, passou a somatizar fisicamente. Primeiro um sono violento, falta de energia, irritabilidade, início de depressão. Então nesse final de semana uma crise de alergia de pele. Estou com dermatite nos braços, unhas quebradiças, a pálpebra do olho inchado. Até aí eu ainda estava duvidando do poder do stress. Mas quando chegamos no limite, quando nos sentimos sufocados pela impotência de não poder fazer nada, a garganta trava. Assim, do dia para a noite, fiquei completamente afônica, com uma bela inflamação de garganta. Daquelas que nos impedem até de atender ao telefone. Quando isso acontece a gente para tudo. Cancela a corrida, desencana dos compromissos. Guarda todos os recursos para que o corpo possa se recuperar e combater o inimigo. Portanto, guardada em casa e com a boca fechada à força, resolvi tirar o atraso de filmes que eu queria ter visto e não vi, seja por falta de tempo, seja por falta de coragem de ir ao cinema sozinha. 
Ontem vi “O Lado bom da vida”, o filme que deu à Jennifer Lawrence o Oscar de melhor atriz. Se ela mereceu? Não. Muito menos tirando o prêmio de Emmanuelle Riva no arrebatador “Amour”. Mas a garota faz bonito, em um papel que exigia muita honestidade e delicadeza para ser justo. Eu gosto de filmes em que as pessoas encontram o amor, gosto de histórias em que mesmo as pessoas mais improváveis de encontrarem o amor, encontram o amor. Porque não acredito em uma fórmula perfeita de felicidade eterna, mas acredito sim que, desde que você esteja disposto e vulnerável, a vida pode ter surpreender por inteiro. Não acredito em gente perfeita, gente sem falhas, sem culpas, sem arrependimentos. Se você não flertou com a loucura, não teve o seu momento na borda da piscina, é bem provável que não tenha vivido direito. E vão nos dizer sempre que não pode ser assim. Sempre haverá quem nos queira controlar, quem nos alerte sobre os comportamentos adequados. Sempre haverá alguma medicação para nos enquadrar no que é considerado correto, convencional. Mesmo que você não se reconheça, mesmo que você se torne um estranho para si mesma. Por isso precisamos encontrar os nossos iguais, aqueles loucos como nós. Para nos amar é preciso ter passado por uma loucura igual a nossa. Só mesmo na insanidade acreditamos em coisas assim. Perdendo de 10x0 para as adversidades que não sei como resolver, calada muito mais na alma, do que na voz em si, mas ainda assim acreditando que haverá quem consiga entender exatamente onde dói em mim. 

sábado, 28 de abril de 2012

MUTLEY



Sempre morri de rir com aquele cachorro vira-latas da Corrida Maluca. Ou quando ele e o Dick Vigarista perseguiam o pombo correio e sempre dava tudo errado. Adorava vê-lo resmungando, e a risada rouca. O Mutley é o rabugento mais icônico da minha infância. Acho que todo mundo adorava ele. Na vida real o excesso de rabugice não faz tanto sucesso. Essa semana eu estava escrevendo um post e depois de dois parágrafos me dei conta que eu só reclamava. Dois parágrafos reclamando de como eu não conseguia cumprir as coisas que eu me propunha, de como a alergia estava fazendo minha casa ficar repleta de lencinhos de papel usados, de como a grana está curta, e o meu tratamento dentário está ficando uma fortuna, de como eu não tenho vida social e me sinto sozinha, e de como eu estou sempre, constantemente, irremediavelmente, insatisfeita. Pensa só nisso! Vontade de jogar a pessoa pela janela do 15º andar. Não existe nada mais chato do que gente que só reclama. Gente que está sempre com algum problema, enfrentando alguma “adversidade”, sendo vítima de alguma coisa. Eu mesma não tenho 5 minutos de saco para aturar gente que, quando você pergunta se está tudo bem, responde “Tudo...”, então dá um profundo suspiro e começa toda a ladainha e o mimimi. Nós vivemos em uma sociedade que tende a engrandecer as agruras pessoais. “Ah, coitadinha! Passou por tanta coisa!!!”. Quer saber? É um saco! Todo mundo tem uma certa dose de drama na vida. Passar por dias difíceis ou experimentar tristeza, insegurança, injustiça, traição não é exclusividade de ninguém. Nós viemos nessa vida para viver exatamente essa experiência. Ser humano. E a experiência vem com uma gama muito ampla de sentimentos que são incríveis de serem vividos. Então se você está experimentando sentimentos negativos, que bom para você! Significa que a vida está acontecendo de forma completa para você. E sim! Ela está acontecendo de forma completa para mim. Tem épocas que é mais aventura, é mais como um filme de ação. Tem outros que é romance daqueles que nos fazem sonhar no sofá em dia de chuva. E tem momentos que é chata e monocórdica como um filme iraniano (Ok! Até gosto de alguns filmes iranianos, mas vamos combinar que cinema iraniazzzzzzzzzzzzzzzz). Claro que tem um grupo de sentimentos que a gente não fica muito empolgado em sentir. Mas eu acho que a graça da brincadeira é pintar o quadro com várias cores. Que a felicidade só acontece quando existe parâmetro de comparação. Então eu apaguei o post e deixei o blog vazio. Porque eu também acredito que, apesar de querer toda a gama de sentimentos a que eu tenho direito, eu não sou boba o suficiente para ficar reforçando os que não são tão legais de sentir. Reclamar é tão somente isso. Valorizar o que acontece de ruim na nossa vida. Todos os dias, por pior que sejam, acontece pelo menos alguma coisa boa. Ainda assim há sempre quem prefira reforçar o negativo ao positivo. Não estou falando de ser irritantemente otimista, ou aquele papo chato de Polyanna. Tô falando que não é muito inteligente ficar reforçando o que a gente tem de pior. Assim como o Google, a vida reproduz os temas mais recorrentes, exibe em primeiro lugar os sites mais acessados. Então, aqui, eu baixei nova regra. Só reforçar o que for bom, o que for bonito, o que for gostosinho. O Mutley é uma gracinha, mas ele nunca terminou uma corrida. ;-)

segunda-feira, 16 de abril de 2012

EM BUSCA DO FÔLEGO PERDIDO

Primeiro dia é fácil, né!? Eu levantei da cama, fiz minha meditação, desci para a academia do prédio e corri 4K. Não precisa ser gênio para saber que saúde tem tudo a ver com exercícios físicos. E se você quer continuar com uma vida ativa por muitos anos, viajar para muitos outros países, fazer trilhas, subir vulcões, escalar montanhas, explorar florestas... então você precisa ter fôlego. Não existe nenhum jeito de conseguir pique, disposição e fôlego sem suar a camisa. Ainda não inventaram. Então tem de malhar. De brinde ainda vou conseguir entrar em 70% das roupas do meu guarda-roupa. Esse é o plano. Só acho que a coisa não vai ser tão simples quanto eu achei. Porque eu não contei, mas eu estou muito enferrujada. Sempre tive uma genética favorável. Colocava a testa no joelho e nem sentia. Hoje tenho sentido algumas dores quando tento alongar meu corpo que eu nem sabia que eram possíveis. Bom, não passo vergonha nas aulas porque, mesmo enferrujada, meu alongamento é legal. Mas como eu sei qual é o meu potencial, fico sentindo como se estivesse literalmente atrofiando. Não sei se é a idade, ou a cara de pau de não levar uma rotina mais intensa de exercícios. Só sei que senti dificuldade, e isso era uma coisa que nunca tinha sentido antes. Como fiquei preocupada com isso, resolvi ir para a academia à noite. Usei meu horário de rodízio para fazer algo que me ajudasse a chegar lá. Fiz 1h30 de transporte, que é minha nova descoberta. É ótimo para pernas, bumbum e até que é divertido de fazer. Coloquei os fones de ouvido e fiquei assistindo Law and Order até enjoar. Depois encarei uma aula puxada de 1h15 de yoga. A única coisa que foi bem estúpida, nem foi a quantidade de esforço físico. Foi ter feito tudo isso sem um lanchinho, ou uma barrinha de cereais no intervalo para me dar pique. Como sou hipoglicêmica, terminei a meditação da yoga quase desmaiando. Tive de correr no empório natural na frente da academia e quase me afoguei em um saco de frutas secas. (São ótimas para devolver os níveis de açúcar do sangue.) Por isso acabei jantando um pacote de salgadinho de arroz japonês (que sou viciada!), um prato de quinoa com saladinha de tomate e um pote de abacate com limão. Concordo. Peguei pesado. Sempre cometo esse erro. Jogo toda a energia que tenho em um único objetivo e depois não tenho fôlego para segurar a rotina por muito tempo. Assim é com alimentação, trabalho, literatura. Tudo. Mas afinal de contas, não é para conseguir mais fôlego que eu estou fazendo tudo isso?

COMPROMISSO 40


Hoje eu fui colocar um shorts de corrida que comprei há exatamente um ano. Ele ficou justo. Muito justo. Só para registro esses shorts de corrida são bem folgados porque precisam auxiliar os movimentos, deixar as pernas confortáveis e livres. Há exatamente um ano meu problema era que eu tinha emagrecido demais. Então, como em um susto, engordei 10Kg que fizeram questão de preencher todo o espaço livre do shorts. Nesse tempo também eu parei com o cigarro for good, excluí baladas e vida noturna do meu estilo de vida, voltei ao vegetarianismo, intensifiquei a meditação, voltei para a yoga, para o ballet, mudei a maneira de me relacionar com as pessoas, e também as pessoas com quem eu me relaciono. Voltei a escrever literatura, e isso na verdade é a coisa mais importante da minha vida. Tenho tentando desenvolver uma atitude otimista e positiva em tudo que faço. Foram muitas mudanças, que começaram 3 anos atrás e estão culminando hoje no lugar que eu sempre quis chegar. Ou quase... Acho que todo mundo tem aquele momento em que sente que não dá para ficar mais em cima do muro. A gente vai fazendo mudanças, mudanças, até que chega uma hora que precisa assumir alguma coisa. Eu cheguei no momento de resolver esse quase. Se tem uma coisa que me deixa insatisfeita em tudo o que eu busquei e almejei transformar minha vida, é o tamanho da minha bunda. Sempre fui vaidosa e isso não faz parte das coisas que quero mudar, então resolvi que era hora de assumir de uma vez uma atitude efetiva para melhorar meu corpo e fazer com que ele acompanhe a leva de boas conquistas. Isso significa que, a partir de hoje eu vou me comprometer a escrever aqui (também) minhas ações para conquistar um corpo saudável e legal. Eu quero voltar a correr 10K sem precisar andar no meio ou ficar com a língua de fora. Eu quero controlar a asma, reforçar meu sistema imunológico. Quero que minha pele tenha mais viço e menos espinhas. Quero saber que eu estou caminhando para os 40 anos com todo o pique que eu vou precisar para fazer todas as coisas incríveis que a vida oferece. Então é isso! Nem que seja por orgulho, para não ter de vir aqui dizer que não aguentei e desisti, eu vou contar aos poucos como está sendo me tornar uma mulher madura (para não dizer “envelhecer”!!!) com saúde e garantindo que esse corpinho ainda tenha muita kilometragem para percorrer.


sábado, 10 de março de 2012

SEM AGROTÓXICOS

Nos últimos três meses eu passei por um bocado de provações. Ainda estou passando. Entre elas, minha saúde me fez lembrar que ela também é de papel. Como quase todo o resto, senti que podia se desmanchar até sumir com a chuva. O que importa é que, na necessidade de ficar o mais saudável possível, eu estou com atenções redobradas sobre tudo o que entra no meu organismo. Seja física ou energeticamente. E foi assim que eu descobri “O Bom Verdureiro”. Alimentos orgânicos sempre foram mais um flerte do que um objetivo em si. De vez em nunca eu dava um pulinho no Parque da Água Branca, ou comprava uma ou outra coisa na secção de Orgânicos do supermercado. Mas no geral eu achava tudo muito feio e mirradinho. Acabava fazendo feira aqui na praça em frente de casa ou indo na “Quitanda” na Vila Madalena. Quando percebi que, cuidar da minha saúde, havia se tornado uma coisa necessária e não apenas um luxo, resolvi que mudaria minha alimentação. Muitos grãos. Além do vegetarianismo, passei a comer alimentos orgânicos. Sim, eles são mais caros. E podem pesar muito no orçamento, principalmente para quem tem família. Mas eu sou sozinha, e como eu disse, virou necessidade. “O Bom Verdureiro” funciona assim. Você assina o mailing deles e eles possuem uma rede de produtores nas redondezas de São Paulo. Duas vezes por semana eles enviam uma lista com os legumes, frutas e verduras que vão estar disponíveis. Você assinala o que quer, envia por email e às 3as e às 6as feiras eles entregam na sua casa. Tudo é colhido no dia anterior para vir direto para minha geladeira. Por isso você só compra o que está fresco e na época. Reduz as emissões de carbono, e o sabor... É inacreditável a diferença! Além do básico da feira, eles fornecem leite, queijos, geleias, temperos, papinhas de bebê, barrinhas de cereal, ovos e congelados. Tudo orgânico! Eu acho luxo, verdade. Mas se não é exatamente por essas coisas que viver em SP é tão maravilhoso.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

CAFÉ NA CAMA


Sabe uma das coisas que eu mais amo? Acordar cedo e ficar de pijama deitada na cama por um tempão. Quando eu falo acordar cedo não estou falando de acordar às 7h da manhã não. Tô falando de acordar às 5h40. Ficar lagartixando até as 6h. Então descer e preparar um café. Mamão papaya com aveia e mel. Pão integral com cottage e aquela geléia francesa sem açúcar que eu adoro. Uma xícara de leite espumado com Nespresso. Yes, nós temos Nespresso. De acordo com o K a Nespresso é uma revolução na arte de levantar da cama de manhã. Um café desses faz você ter vontade de sair debaixo do ededron. Então eu coloco tudo em cima de uma bandeja e subo para o quarto com o jornal do dia embaixo do braço. Puxo o netbook que fica na mesinha de cabeceira para o colo. Vou folheando os cadernos. Tomando meu café. Assistindo o jornal da manhã. Quando dá 8 horas eu já tomei café, li e assisti todas as notícias, respondi emails, organizei agenda. Só então vou tirar o pijama, tomar um banho e sair para a vida. Não é todo dia que dá para fazer isso. Como estou ficando cada dia mais gorda, tem minha corridinha que eu tento privilegiar. Tem dia que tem yoga. E tem dia que eu preciso estar 8 horas em algum lugar, daí o pijama precisa cair fora bem antes. Mas pelo menos uma vez por semana eu tento começar meu dia na cama. Pegar leve. Desfrutar desse prazer. Eu estou recomeçando minha vida do esboço. Voltei para SP esse ano e todo mundo sabe que eu não tenho mais 20 anos. O esforço é maior e o tempo é menor. Se eu não for generosa comigo. Se eu não respeitar meus limites, não tem como sobreviver por muito tempo. Hoje eu ia correr. Levantei às 5h40, fui até o banheiro e senti meu corpo ceder. Olhei para meu rosto no espelho e fiquei com dó. Meus músculos ainda estão doendo da yoga puxada de ontem. Então falei para mim mesma, “Adriana, hoje você merece café na cama.” Afinal, o bom da rotina é poder quebrá-la de leve em dias assim.