Mostrando postagens com marcador corrida. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador corrida. Mostrar todas as postagens

sábado, 7 de fevereiro de 2015

FOCO NA BRAVUS

Uma das coisas mais gostosas da vida é estabelecer um objetivo e conquista-lo. Colocar uma meta, traçar um plano e ser bem sucedido na execução. Às vezes sinto que falta um pouco disso na minha vida. Falta um pouco da cenourinha para correr atrás. Do conforto para a conformidade é só um punhadinho de letras. Quando a gente se dá conta, a vida já está no piloto automático. Então gosto de criar alguns obstáculos. Estipular pequenos sonhos.
Depois da grande conquista de 2014 – que eu fui atrás, consegui e vai mudar minha vida completamente em 2015 – resolvi correr atrás de uma conquista antes de ir embora. Rolou um convite entre os mergulhadores no Facebook, e depois de algumas postagens tínhamos 4 equipes e lá estava eu inscrita para a Bravus Race em Abril.
A Bravus Race é uma corrida com obstáculos. São 5K (nem tão assustador) com inúmeros obstáculos como paredões para escalar, escadas sobre pântanos para passar pendurada, tanques de gelo para mergulhar, campos com arame farpado para rastejar e toras de madeira para carregar (isso sim, bem assustador). A primeira coisa que pensei foi: “será que dá para pular algum obstáculo?”. Acontece que dá. Mas acontece também que para pular cada obstáculo é preciso pagar 20 flexões.
Porque alguém como eu, que anda sedentária, preguiçosa e sem disciplina, resolveria fazer uma prova dessas? Exatamente por estar sedentária, preguiçosa e sem disciplina. A ideia de que eu não estou preparada para essa corrida e que eu posso treinar e chegar lá e fazer, é algo que me atrai muito. Nada como um  desafio para a gente se sentir viva.
Por isso, resolvi abraçar a brincadeira para valer!
O primeiro passo foi contratar uma personal. Coloquei um post no FB e vários amigos me indicaram uma dezena de profissionais bem legais. Passei uma semana encontrando e entrevistando, e acabei fechando com a Lu Proietti. Sabe quando o santo bate com a pessoa? A Lu faz corrida de aventura e entende como um bom treinamento é essencial, não apenas para conquistar o objetivo final, mas para prevenir lesões. Então essa semana começamos uma rotina puxada de treinamento para fortalecer os grupos de músculos que mais serão exigidos na Bravus, e me preparar para passar por cada um dos obstáculos. Além disso, reforcei a corrida e a Lu vai me passar um treino de natação para os dias que a gente não se encontra. O objetivo é secar, ganhar força e fôlego em menos de 3 meses. A Lu disse que dá tempo. Eu acredito nela.
Paralelamente, fiz uma revolução na alimentação. Não existe resultado completo sem um cuidado global de treino e alimentação. Todo mundo sabe disso. Então aumentei o consumo de proteínas, para ganhar músculos, cortei glutén, gorduras saturadas e alimentos de alto índice glicêmico. Cabs à noite também foram banidos e uma dose de suplementos entraram na dieta. Whey, colágeno, e um monte de alimentos funcionais que prometem turbinar os resultados. Minha geladeira está cheia de chia, amaranto, linhaça, óleo de coco, tapioca, banana, brócolis, cogumelos e leite de amêndoas. Tudo para meu corpo ser estimulado para alcançar seu maior potencial.
Essa primeira semana foi estranha. Tenho a sensação que como muito. Os alimentos me dão tanta saciedade, que contrasta com a ideia de dieta que sempre tive na vida. Aquela sensação constante de passar forme. Então isso é um tanto estranho. Depois de uma semana de treino também eu estou podendo vivenciar um corpo encharcado em ácido lático. Sinto dor em praticamente todos os músculos do meu corpo. Dói para andar, para abaixar, para levantar os braços, para me virar, para tirar um casaco. No fundo, adoro essa dor. Sinal de que os músculos enferrujados foram colocados para trabalhar.

Dizem que as primeiras semanas são as mais difíceis, porque o corpo precisa se habituar. Que assim seja. Até agora estou feliz pra caramba de ter uma cenourinha para correr atrás, e bem confiante de que eu vou conseguir. Vou chegar na Bravus em Abril e arrasar naqueles obstáculos!

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

FOREVER ALONE

Ontem me aconteceu algo bem curioso. Eu acordei cedinho, embora fosse um domingo. Fiz minha meditação, tomei meu suco verde e saí para uma corrida na ciclovia perto de casa. Corri 7K ouvindo ABBA, bem feliz. Eu gosto de correr ao som de ABBA. Eu fico me imaginando a Meryl Streep descendo pelas vielinhas da Grécia, e dançando nas varandas daquelas casas brancas. Eu estava me sentindo bem fabulosa. Sabe quando a gente se sente fabulosa? Quando tem aquela sensação de bem-estar, de estar completa? Eu tava bem assim depois da corrida. Toda suada, vermelha, mas fabulosa. 

Então eu parei em uma padaria no caminho para comprar uma garrafinha de água. Afinal, isso aqui virou o Senegal. Haja hidratação! Assim que entrei na padaria, notei um cara me olhando. Percebi assim, de rabo de olho. Nada muito incisivo, o cara tava me olhando só. Imaginei que fosse óbvio, afinal, eu estava fabulosa. Procurei uma garrafinha de água gelada sem sucesso, e o cara atrás de mim, seguindo o fluxo da padaria e me olhando. Fui até o balcão e pedi uma garrafa de água gelada ao atendente, e o cara parou ao meu lado também fazendo um pedido. Fui para a fila do caixa, e o cara parou atrás de mim. Depois que paguei, fui me virar para sair da padaria e o moço pulou na minha frente e me estendeu um cartão. 

Pausa. Vou deixar claro que acho bem chato cantada de rua, assédio, caras muito incisivos, mas existe uma linha tênue entre extrapolar o meu espaço pessoal e me achar interessante e me abordar. Admiro quando o cara cria coragem de chegar na minha mesa de café e deixar o telefone sem pressão, ou tenta puxar um papo na fila do cinema. Não sou uma pessoa baladeira, que vive em lugares que favoreçam a paquera, então quando a paquera acontece casualmente em lugares cotidianos, tipo, em uma padaria depois da corrida no domingo de manhã, até acho legal. Uma abordagem com respeito, discreta, pode-se conhecer alguém legal, porque não?! Mas, voltando. Então o moço parou na minha frente, com seus lindos olhos verdes, e me estendeu o cartão:

“FULANO DE TAL
Acompanhante de Eventos
Teatro, Cinema, Jantares, Etc.
Tel (11) 5555.5555

Sério, roteiristas da minha vida? SÉRIO??? Quando eu tô me sentindo super felizona, super fabulosa, vocês me mandam um acompanhante de aluguel? Será que o cara me viu na padaria e me achou com cara de cliente em potencial? Será que eu estou com a imagem de alguém que precisa de um acompanhante para fazer as coisas? Pior, de que não consegue um acompanhante sozinha? Justo eu que faço tudo sozinha e ADORO fazer tudo sozinha? Fiquei imaginando, eu lá, toda vermelha e fabulosa. E o cara pensando, "essa senhoura pode precisar de um acompanhante uma hora dessas". 


Botei os fones de ouvido, dei play em “The Winner Takes it All”, e subi para casa mamando minha água na garrafinha. 
O cartão? Guardei. Vai saber, né?!

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Página 6 de 365



Hoje comecei uma detox. Comecei a academia também. Queria voltar para a academia que eu fazia antes, que ficava dentro do shopping e tinha tanta coisa, mas tanta coisa, que parecia um clube. Tinha até spa e ofurô no vestiário. Academia de gente rica. Mas aprendi que, por mais que se ame o lugar, na hora de malhar o que conta mesmo é a praticidade. Então estou fazendo uma aqui no bairro mesmo, é só atravessar a rua. Custa também 1/3 do que custava a outra. Mais um ponto para a academia do bairro. Tomei meu suco verde e fui. Suco verde foi uma das minhas grandes descobertas de 2013. É vida pura. Sinto meu corpo literalmente energizar enquanto vou engolindo a gororoba verde. As regras são simples:

SUCO VERDE
1 verdura verde escura
1 verdura qualquer (acelga, salsinha, aipo, agrião)
2 frutas (de preferência 1 maçã)
1 legume (sempre vou de cenoura ou pepino)
linhaça
gengibre
água

Meus segredos? Uso sempre couve como verdura principal, e salsinha (porque é diurético). Maçã é minha fruta base, assim aproveito e sigo o ditado “An apple a day, keeps the doctor away”. Uso água de coco para deixar ainda mais saboroso e é um super isotônico. Dá um copão de suco que engulo de uma vez só. Vida pura! Para a couve não estragar, já que ela amarela bem rápido, deixo fatiada e congelada. Vai direto para o liquidificador. Antes de correr tomo um copo de água com limão e o suco verde... pronto, sou energia pura! Tanto que me surpreendi. Encarei não apenas 5,5K na esteira, como uma aula de spinning e uma de abdominal em seguida. Acho que fazia uns 10 anos que não fazia aula de spinning. Lembrei porque eu gostava tanto. É como uma balada em cima da bicicleta. A música estimula, o astral é alto, mas você se coloca a prova o tempo todo. Tem sempre um objetivo para alcançar. Achei que não ia conseguir levar a aula até o final, enferrujada como estou... cheguei a quase morrer de ataque cardíaco nos primeiros 15 minutos. Já estava preparada para a vergonha. "Aluna nova desmaia e baba no primeiro dia de aula". Mas depois entrei em um platô, daí fazer a aula se tornou agradável e até confortável. Pensei até em encarar algumas braçadas na piscina depois, e brincar de Triathlon, mas tinha que trabalhar. De qualquer forma a ideia ficou na cabeça. Fazer a sequência corrida-spinning-piscina, nem que seja uma vez por semana, pode ser divertido... No almoço fiz um mega sopão detox também. 


SOPÃO DETOX
1 repolho verde
3 tomates
1 cenoura
1 chuchu
1 abobrinha
15 vagens
1 cebola
linhaça 
flor de sal

Tudo orgânico. Manda tudo na panela de pressão e depois bate no liquidificador. O certo seria passar uns três dias à base de sopão e suco verde, até desintoxicar tudo. Mas eu não consigo. Nem quero conseguir. Comi salada, algumas frutas, iogurte (a única coisa industrializada do dia). Acho importante entreter meu paladar. Não quero ficar entediada, nem terminar odiando suco verde e sopa detox. As coisas precisam ser leves, precisam ser gostosinhas. Senão é tortura. Não é natural. E a ideia toda da detox é exatamente o oposto, é reequilibrar nosso estado natural. 

Amanhã vou resgatar a meditação. Precisando colocar ordem no meu espaço interior. 

terça-feira, 1 de outubro de 2013

CORRA, DRI CORRA



Eu sou da opinião que, cada pessoa deve achar qual o seu esporte. Não que cada pessoa tenha apenas um esporte, mas cada pessoa vai se sentir bem fazendo determinada(s) atividade(s) física(s). Tem gente que gosta de tudo, é verdade. Faz, pula, pinta e borda. Outros já comparam qualquer atividade com uma sessão de tortura chinesa. Mas a verdade é que, quando encontramos alguma atividade que nos dá prazer, a vida fica muito mais gostosa e fácil de se levar. Já vão 10 anos e eu descobri a corrida. É uma das atividades da minha vida. Nesses 10 anos passei por períodos de intensa dedicação, e completa abstinência. Mas sempre corri. O que gosto na corrida? É um esporte independente. Não dependo de ninguém para correr. Sou eu, meu tênis e uma pista. A gente pode correr em qualquer lugar do mundo, qualquer hora do dia. Funciona quase como uma meditação. Enquanto corro sou eu e meus pensamentos, e nós vamos nos organizando conforme meu corpo vai sendo desafiado. Para mim sempre foi um problema, a mente muito ativa e o corpo nunca cansava. Sofri anos de insônia por causa disso. A corrida me ajuda a equilibrar a equação. Me faz um bem danado. Com os acontecimentos dos últimos meses, que me obrigaram a refletir sobre todas as coisas que eu tenho feito na vida, comecei a resgatar o que realmente me é caro. Com isso voltou a corrida à toda. Ainda não recuperei o fôlego dos meus tempos aureos, mas o gostoso de atividade física é que conseguimos ver resultados rápidos, eles são perceptíveis. O fôlego melhorou gigantescamente. E já estou alcançando um ritmo que não dá mais vergonha de contar para os amigos. Para me coroar retomei com tudo as corridas de rua. Esse é um dos meus grande prazeres. Adoro corridas de rua!!! Acho que todo mundo deveria participar de pelo menos uma na vida. É uma atmosfera muito boa, muito positiva, de alegria, dedicação, saúde. Cheia de gente bonita. A gente vai correndo pelas ruas da cidade, enquanto voluntários gritam frases de incentivo e nos aplaudem quando a gente passa. No final a gente ganha um monte de brindes e até uma medalha. Quer coisa mais legal!? Eu sinto falta de companhia para fazer essas coisas. Meus amigos são todos sedentários, e ninguém nunca se anima a me acompanhar. Mas a corrida pode ser assim também. Uma história da gente com a gente mesmo. Esse final de semana fiz dobradinha. Fiz a Fila Night Race e a Etapa Primavera do Circuito das Estações da Adidas. A Fila Night Race foi na USP. Achei um pouco desorganizada. A largada estava quase sendo dada e ainda havia uma fila kilométrica para retirar o chip. Os funcionários sem nada de proatividade. Alguns sem fazer nada, parados, olhando a banda passar, em vez de se prontificarem e ajudarem a distribuir os chips para que todos os corredores pudessem largar com calma. Ainda não entendo porque esse frescura de entregar chip no dia. Antes tivessem entregado já com o kit. Eu gosto bastante de corridas na USP. A USP é como um dos nossos quintais, um lugar tradicional para corredores paulistanos. Também é uma das poucas oportunidades de ir ao campi. Desde que saí da faculdade o universo universitário foi ficando cada vez mais distante. É gostos correr entre as faculdade, beirando a raia. Uma pena que a USP esteja tão abandonada. As ruas estão todas esburacadas, feias, mal tratadas. A prova virou praticamente uma corrida de obstáculos. Desvia do buraco, pula a cratera, e cuidado para não tropeçar no degrau. Fiz 5K assim, passando por todos os obstáculos sem torcer o pé nem uma vez. No domingo foi o dia do Circuito das Estações. Acordei às 5h30 e tava uma chuva forte na janela, o dia todo escuro. Juro que fechei os olhos e considerei por dois minutos a possibilidade de ficar na cama e cabular a corrida. Mas depois resolvi ir, porque correr me faz sentir muito melhor do que ficar na cama. Fui esperando fazer a corrida na chuva. Me agasalhei, coloquei uma camiseta de manga longa por baixo, tênis velho para poder ensopar na chuva e saí toda descabelada, esperando que a chuva desse um jeito na juba. Mas Murphy sabe das coisas. Assim que cheguei no Pacaembu o céu abriu, o tempo esquentou e no primeiro km eu já estava super-aquecida. Tive que perder um tempo parando e tirando a blusa de baixo para continuar a corrida. Essa prova é bem legal. Tem um pouco de altimetria, para aumentar o desafio. A gente sai da Praça Charles Miller, desce a Pacaembu e pega o Minhocão, depois volta pela contramão até a praça de volta. É um circuito gostoso de fazer. Adoro correr no Minhocão. A organização lançou um desfio bem legal. Fez percursos com 1K a mais para quem quisesse se desafiar um pouco mais. Como não aceitar uma proposta dessas!? Claro que fiz 6K, feliz, tranquila. Cheguei descabelada, mas com um sentimento de bastante completude. Depois o tempo fechou de vez, mas daí eu já estava em casa. Pude ficar nas cobertas, trabalhando em um livro o domingo inteiro, sem um pingo de peso na consciência. Achar uma atividade física é um pouco assim, deixa de ser um sacrifício. Passa a ser um suporte para a vida, algo que soma e fortalece os nossos dias. 

terça-feira, 25 de setembro de 2012




Corridinha depois de meses sem participar de uma. Na minha camiseta estava escrito “Eu corro por mais AMOR”. Haviam camisetas com Solidariedade, Amizade, Paz, Igualdade, Respeito. O minha caiu justamente a “mais AMOR”. O amor me persegue. Acho bom, porque eu também persigo ele. Então eu larguei, percurso de 7K delícia, saindo do Parque das Bicicletas até o Shopping Eldorado. Eu ainda mal ganhando a República do Líbano, no primeiro kilometro e... TIBUM! Sem água. Pisei em falso em um desses olhos de gato da rua e me estabaquei no chão de asfalto. Senti a palma da mão ralada. Uma dor excruciante no tornozelo esquerdo. Parei, tirei o tênis. O pessoal do apoio chegou de bicicleta. Passei gelol, alonguei. Acho que dá para continuar. Se inchar eu paro. Continuei. Me senti guerreira. O corpo já estava quente, então foi fácil não sentir muita dor. Manquei em alguns trechos, andei em outros. No último kilometro a coisa pesou. O andar leve claudicante deu lugar para uma dessas cenas que a gente vê em final de maratona nas Olimpíadas. Cruzei a linha de chegada arrastando a perna, fazendo caretas e imaginando “Carruagens de Fogo” na minha cabeça. Tantan tantanrantãããã! Me sentindo o próprio exemplo da força e da perseverança do esporte. A própria Gabriela Andersen-Schiess. Preparando meu discurso para o Fantástcio. Mas ninguém me deu bola. Sai da linha de chegada e fui direto para o posto médico. Ganhei um saquinho de gelo e um aviso de castigo. Conforme o tornozelo esfriava, as lágrimas desciam pelo meu rosto. Dói, mas não inchou. Cheguei em casa, fiz mais gelo. Enfaixei, tomei antiinflamatório. A dor passou. Pensei que estava tudo bem. Pensei que dava para ver o timão jogar tomando cerveja no Filial, e ir para o aniversário de 10 anos do Bar da Dida, e falar um monte, dar risada, andar para lá e para cá. Até fiz sala para o ex-namorado que resolveu passar férias no Brasil (isso porque estamos os dois muito bem resolvidos, obrigada!). Então, ontem de manhã, o tornozelo parecia uma bola de baseball. Ou melhor, de tênis. Não tenho nenhuma familiaridade com bolas de baseball. Cancelei compromissos, botei o pé para cima. Assustei. Não é que eu sinta dor mais, só que os movimentos estão limitados e parece que sempre vou puxar de mais alguma coisa. Suspeitei que não poderia fazer ballet essa semana. Suspeitei que não poderia correr. Fui hoje ao médico. Ganhei elogio pela corrida. Ganhei puxão de orelha por não ter parado e por não ter ficado quietinha. Tiramos uma “chapa”. Boas notícias. Lesão nível 1. O médico vira e diz: “quatro semanas de repouso”. Respiro fundo, puxo a bombinha de asma, e respondo:


- Ok, doutor. Só quero te pedir umas coisinhas: Vamos diminuir esse tempo aí. Eu nunca quebrei um osso na vida, meu corpo se recupera logo.
- Você é o que chamamos de péssima cliente! Hummm... Ok. Duas semanas. Mas em repouso.
- Repouso é o quê?
- Nada de ficar correndo 7K por aí. Tornozeleira de neoprene durante o dia. Pode tirar para dormir.
- Ok. Outra coisa. Um atestado para eu levar na academia.
- Certo.
- E, por fim. Posso fazer bicicleta?
- Na academia?
- Do prédio, em casa. Não tem atrito, não força a articulação.
- Hummm.... Ok, um pouco. E vou liberar membros superiores.
- Yes!
- Estou até me sentindo mal. Você tão atleta e eu sou totalmente sedentário. 


Amém! Alguém reconhecendo meu esforço. Para alguma coisa havia de servir cruzar parecendo o Smeagol a linha de chegada.