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quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

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Stress pouco é bobagem! Já dizia o ditado. Como eu estou enfrentando nesses meses uma das fases mais punk da minha vida, e depois dos episódios de doença e cirurgia do ano passado, resolvi buscar ajuda onde posso. No passado os florais me ajudaram muito. Tanto que pensei até que era a pessoa mais sugestionável do universo. E acho que se pode ajudar, porque não, né!? Então, de volta aos florais, às deliciosas conversas com o Mauro, uma bela sessão de acumpuntura e reflexologia e muitas imagens da Ásia me esperando quando tudo acabar. Vamos lá, me fortalecer. Porque não está sendo fácil, não será fácil, e não tem ninguém ajudando a dar apoio. Estou sozinha nessa e preciso virar uma fortaleza. 

terça-feira, 13 de agosto de 2013

O LADO BOM DA VIDA



Nos últimos dias estou sucumbindo a uma crise de stress. Estou enfrentando alguns problemas particulares e, mais uma vez, a vida está me mostrando que eu não sou forte o suficiente. O resultado é que o stress, que eu “sabiamente” ignorei na esperança que ele deixasse de existir sozinho, passou a somatizar fisicamente. Primeiro um sono violento, falta de energia, irritabilidade, início de depressão. Então nesse final de semana uma crise de alergia de pele. Estou com dermatite nos braços, unhas quebradiças, a pálpebra do olho inchado. Até aí eu ainda estava duvidando do poder do stress. Mas quando chegamos no limite, quando nos sentimos sufocados pela impotência de não poder fazer nada, a garganta trava. Assim, do dia para a noite, fiquei completamente afônica, com uma bela inflamação de garganta. Daquelas que nos impedem até de atender ao telefone. Quando isso acontece a gente para tudo. Cancela a corrida, desencana dos compromissos. Guarda todos os recursos para que o corpo possa se recuperar e combater o inimigo. Portanto, guardada em casa e com a boca fechada à força, resolvi tirar o atraso de filmes que eu queria ter visto e não vi, seja por falta de tempo, seja por falta de coragem de ir ao cinema sozinha. 
Ontem vi “O Lado bom da vida”, o filme que deu à Jennifer Lawrence o Oscar de melhor atriz. Se ela mereceu? Não. Muito menos tirando o prêmio de Emmanuelle Riva no arrebatador “Amour”. Mas a garota faz bonito, em um papel que exigia muita honestidade e delicadeza para ser justo. Eu gosto de filmes em que as pessoas encontram o amor, gosto de histórias em que mesmo as pessoas mais improváveis de encontrarem o amor, encontram o amor. Porque não acredito em uma fórmula perfeita de felicidade eterna, mas acredito sim que, desde que você esteja disposto e vulnerável, a vida pode ter surpreender por inteiro. Não acredito em gente perfeita, gente sem falhas, sem culpas, sem arrependimentos. Se você não flertou com a loucura, não teve o seu momento na borda da piscina, é bem provável que não tenha vivido direito. E vão nos dizer sempre que não pode ser assim. Sempre haverá quem nos queira controlar, quem nos alerte sobre os comportamentos adequados. Sempre haverá alguma medicação para nos enquadrar no que é considerado correto, convencional. Mesmo que você não se reconheça, mesmo que você se torne um estranho para si mesma. Por isso precisamos encontrar os nossos iguais, aqueles loucos como nós. Para nos amar é preciso ter passado por uma loucura igual a nossa. Só mesmo na insanidade acreditamos em coisas assim. Perdendo de 10x0 para as adversidades que não sei como resolver, calada muito mais na alma, do que na voz em si, mas ainda assim acreditando que haverá quem consiga entender exatamente onde dói em mim. 

sábado, 28 de abril de 2012

MUTLEY



Sempre morri de rir com aquele cachorro vira-latas da Corrida Maluca. Ou quando ele e o Dick Vigarista perseguiam o pombo correio e sempre dava tudo errado. Adorava vê-lo resmungando, e a risada rouca. O Mutley é o rabugento mais icônico da minha infância. Acho que todo mundo adorava ele. Na vida real o excesso de rabugice não faz tanto sucesso. Essa semana eu estava escrevendo um post e depois de dois parágrafos me dei conta que eu só reclamava. Dois parágrafos reclamando de como eu não conseguia cumprir as coisas que eu me propunha, de como a alergia estava fazendo minha casa ficar repleta de lencinhos de papel usados, de como a grana está curta, e o meu tratamento dentário está ficando uma fortuna, de como eu não tenho vida social e me sinto sozinha, e de como eu estou sempre, constantemente, irremediavelmente, insatisfeita. Pensa só nisso! Vontade de jogar a pessoa pela janela do 15º andar. Não existe nada mais chato do que gente que só reclama. Gente que está sempre com algum problema, enfrentando alguma “adversidade”, sendo vítima de alguma coisa. Eu mesma não tenho 5 minutos de saco para aturar gente que, quando você pergunta se está tudo bem, responde “Tudo...”, então dá um profundo suspiro e começa toda a ladainha e o mimimi. Nós vivemos em uma sociedade que tende a engrandecer as agruras pessoais. “Ah, coitadinha! Passou por tanta coisa!!!”. Quer saber? É um saco! Todo mundo tem uma certa dose de drama na vida. Passar por dias difíceis ou experimentar tristeza, insegurança, injustiça, traição não é exclusividade de ninguém. Nós viemos nessa vida para viver exatamente essa experiência. Ser humano. E a experiência vem com uma gama muito ampla de sentimentos que são incríveis de serem vividos. Então se você está experimentando sentimentos negativos, que bom para você! Significa que a vida está acontecendo de forma completa para você. E sim! Ela está acontecendo de forma completa para mim. Tem épocas que é mais aventura, é mais como um filme de ação. Tem outros que é romance daqueles que nos fazem sonhar no sofá em dia de chuva. E tem momentos que é chata e monocórdica como um filme iraniano (Ok! Até gosto de alguns filmes iranianos, mas vamos combinar que cinema iraniazzzzzzzzzzzzzzzz). Claro que tem um grupo de sentimentos que a gente não fica muito empolgado em sentir. Mas eu acho que a graça da brincadeira é pintar o quadro com várias cores. Que a felicidade só acontece quando existe parâmetro de comparação. Então eu apaguei o post e deixei o blog vazio. Porque eu também acredito que, apesar de querer toda a gama de sentimentos a que eu tenho direito, eu não sou boba o suficiente para ficar reforçando os que não são tão legais de sentir. Reclamar é tão somente isso. Valorizar o que acontece de ruim na nossa vida. Todos os dias, por pior que sejam, acontece pelo menos alguma coisa boa. Ainda assim há sempre quem prefira reforçar o negativo ao positivo. Não estou falando de ser irritantemente otimista, ou aquele papo chato de Polyanna. Tô falando que não é muito inteligente ficar reforçando o que a gente tem de pior. Assim como o Google, a vida reproduz os temas mais recorrentes, exibe em primeiro lugar os sites mais acessados. Então, aqui, eu baixei nova regra. Só reforçar o que for bom, o que for bonito, o que for gostosinho. O Mutley é uma gracinha, mas ele nunca terminou uma corrida. ;-)

domingo, 16 de outubro de 2011

UMA REFLEXÃO SOBRE O SENTIDO DA FRUSTRAÇÃO

No começo do ano eu vi essa belezinha no site da FAO.

Na época estava esgotada, então eu coloquei na minha lista de desejos e fiquei aguardando entrar em estoque. Essa semana recebi um email avisando que meu recente objeto de desejo estava disponível. Corri para o site, preenchi o cadastro, cliquei em "BUY". E descobri que era impossível entrar com um endereço de entrega fora dos USA. Hum. Poxa! Se a BH entrega no Brasil (embora os custos de impostos e remessa não compensem), porque não a FAO? Não satisfeita enviei um email questinoando as políticas de remessa da loja. Eis a resposta que recebi:

Dear Adriana,

Thank you for contacting FAO.com regarding our ability to ship internationally to Brazil. At the present time, we only have the ability to ship to the contiguous United States, Alaska, Hawaii, U.S.
Territories (including Puerto Rico and the U.S. Virgin Islands), and APO/FPO addresses. I understand how this may be frustrating and apologize for any trouble this may cause.

However, our flagship FAO Schwarz store located on 5th Avenue in New York City has the capability to assist you further with order placement for the bike, or additional questions on international issues. Please contact them directly at 212-644-9400 during the following days and times. When making your call, please choose the "Customer Service" option.
Sunday 10:00 AM - 7:00 PM EST
Monday - Thursday 9:30 AM - 7:00 PM EST
Friday & Saturday 9:30 AM - 8:00 PM EST
 
Thank you again for contacting FAO.com. We appreciate your interest and look forward to serving you in the future.
Sincerely,

Lori Marshall
Guest Assistance Specialist Team

O que eu posso responder para a Sra. Marshall? Que ela não faz a mínima ideia do que é frustração? Estamos falando de uma Schwinn cor-de-rosa, por Deus! Detalhe: à módica quantia de $150!!! Eu confesso que foi muito reconfortante ler as palavras "understand" e "frustrating" na mesma sentença. Embora isso não resolva em nada o fato de que não consigo resolver a logística de comprar essa bicicleta e tê-la na garagem do meu prédio em Pinheiros em um futuro próximo. Ou que na verdade eu ter ou não essa bicicleta não mudaria em nada minha vida. Frustração está sempre relacionada à expectativa. Zero expectativa, zero frustração. Simples assim. Mas a pessoa que descobrir uma maneira simples e rápida de não criar expectativas com nada, pode fundar uma seita que eu me filio. Vai virar guru na internet, e eu vou dar RT em tudo o que a pessoa tuitar! A verdade é que não acredito que possamos ser humanos sem ter ao menos o mínimo de expectativa. Enquanto tivemos a vivência da experiência humana, a dependência da mente como a temos hoje, sempre teremos expectativas. A menos que sejamos autistas. Frustração é tão somente nossa incapacidade de aceitar as coisas da maneira que elas se apresentam na realidade. Nós sempre atribuímos uma carga gigantesca de fantasias e percepções, alteradas por emoções, julgamentos e reflexões subjetivas. E quem podemos culpar por tudo isso se não a nós mesmos? Nos relacionamentos estamos tão condicionados às expectativas das pessoas que já consideramos as possíveis frustrações. Quando desmarcamos um jantar, quando ficamos presos em algum compromisso, quando deixamos de telefonar. Todas as vezes que pedimos desculpas. A frustração é considerada até em mensagens pré-formatadas de atendimento ao cliente. A mente se sente confortável de ter sua frustração considerada. É um grande afago ao ego. Por isso até começamos a agregar milhões de micro-ações em nosso dia para tentar afagar os egos e expectativas que brotam como ervas daninhas. Um dia você acorda e tudo o que sua vida se reduz é gerenciar egos inflados de expectativas. Inclusive o seu. A verdade é que a única pessoa que pode te magoar é você mesmo. Se as pessoas pisam em ovos, ou seguem protocolos de condutas por causa de expectativas e frustrações é uma opção única de cada um. Ignorar as expectativas criadas subjetivamente pelas pessoas pode não ser uma medida popular, mas com certeza será muito benéfica para todos nós como sociedade a longo prazo. Em outras palavras, vamos parar com a viadagem! As coisas são como são, as pessoas são como são. É bem melhor assumir a realidade com suas limitações do que tentar sustentar uma ilusão que prolongue e alimente a frustração iminente. Bicicletas cor-de-rosa por $150 não são vendidas para o Brasil. E não tem nada de frustrante nisso. Então, Sra. Marshall, eu agradeço seu esforço em dar Ctrl C + Ctrl V, inserir meu nome na mensagem e apertar send; mas o dia em que minha incompreensão das regras tributárias internacionais me fizerem sentir frustrada, eu tenho problemas muito maiores do que a ausência de uma bicicleta cor-de-rosa na garagem da minha casa. Mesmo sendo uma Schwinn de $150.