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segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

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Hoje comecei uma detox. Comecei a academia também. Queria voltar para a academia que eu fazia antes, que ficava dentro do shopping e tinha tanta coisa, mas tanta coisa, que parecia um clube. Tinha até spa e ofurô no vestiário. Academia de gente rica. Mas aprendi que, por mais que se ame o lugar, na hora de malhar o que conta mesmo é a praticidade. Então estou fazendo uma aqui no bairro mesmo, é só atravessar a rua. Custa também 1/3 do que custava a outra. Mais um ponto para a academia do bairro. Tomei meu suco verde e fui. Suco verde foi uma das minhas grandes descobertas de 2013. É vida pura. Sinto meu corpo literalmente energizar enquanto vou engolindo a gororoba verde. As regras são simples:

SUCO VERDE
1 verdura verde escura
1 verdura qualquer (acelga, salsinha, aipo, agrião)
2 frutas (de preferência 1 maçã)
1 legume (sempre vou de cenoura ou pepino)
linhaça
gengibre
água

Meus segredos? Uso sempre couve como verdura principal, e salsinha (porque é diurético). Maçã é minha fruta base, assim aproveito e sigo o ditado “An apple a day, keeps the doctor away”. Uso água de coco para deixar ainda mais saboroso e é um super isotônico. Dá um copão de suco que engulo de uma vez só. Vida pura! Para a couve não estragar, já que ela amarela bem rápido, deixo fatiada e congelada. Vai direto para o liquidificador. Antes de correr tomo um copo de água com limão e o suco verde... pronto, sou energia pura! Tanto que me surpreendi. Encarei não apenas 5,5K na esteira, como uma aula de spinning e uma de abdominal em seguida. Acho que fazia uns 10 anos que não fazia aula de spinning. Lembrei porque eu gostava tanto. É como uma balada em cima da bicicleta. A música estimula, o astral é alto, mas você se coloca a prova o tempo todo. Tem sempre um objetivo para alcançar. Achei que não ia conseguir levar a aula até o final, enferrujada como estou... cheguei a quase morrer de ataque cardíaco nos primeiros 15 minutos. Já estava preparada para a vergonha. "Aluna nova desmaia e baba no primeiro dia de aula". Mas depois entrei em um platô, daí fazer a aula se tornou agradável e até confortável. Pensei até em encarar algumas braçadas na piscina depois, e brincar de Triathlon, mas tinha que trabalhar. De qualquer forma a ideia ficou na cabeça. Fazer a sequência corrida-spinning-piscina, nem que seja uma vez por semana, pode ser divertido... No almoço fiz um mega sopão detox também. 


SOPÃO DETOX
1 repolho verde
3 tomates
1 cenoura
1 chuchu
1 abobrinha
15 vagens
1 cebola
linhaça 
flor de sal

Tudo orgânico. Manda tudo na panela de pressão e depois bate no liquidificador. O certo seria passar uns três dias à base de sopão e suco verde, até desintoxicar tudo. Mas eu não consigo. Nem quero conseguir. Comi salada, algumas frutas, iogurte (a única coisa industrializada do dia). Acho importante entreter meu paladar. Não quero ficar entediada, nem terminar odiando suco verde e sopa detox. As coisas precisam ser leves, precisam ser gostosinhas. Senão é tortura. Não é natural. E a ideia toda da detox é exatamente o oposto, é reequilibrar nosso estado natural. 

Amanhã vou resgatar a meditação. Precisando colocar ordem no meu espaço interior. 

domingo, 16 de outubro de 2011

UMA REFLEXÃO SOBRE O SENTIDO DA FRUSTRAÇÃO

No começo do ano eu vi essa belezinha no site da FAO.

Na época estava esgotada, então eu coloquei na minha lista de desejos e fiquei aguardando entrar em estoque. Essa semana recebi um email avisando que meu recente objeto de desejo estava disponível. Corri para o site, preenchi o cadastro, cliquei em "BUY". E descobri que era impossível entrar com um endereço de entrega fora dos USA. Hum. Poxa! Se a BH entrega no Brasil (embora os custos de impostos e remessa não compensem), porque não a FAO? Não satisfeita enviei um email questinoando as políticas de remessa da loja. Eis a resposta que recebi:

Dear Adriana,

Thank you for contacting FAO.com regarding our ability to ship internationally to Brazil. At the present time, we only have the ability to ship to the contiguous United States, Alaska, Hawaii, U.S.
Territories (including Puerto Rico and the U.S. Virgin Islands), and APO/FPO addresses. I understand how this may be frustrating and apologize for any trouble this may cause.

However, our flagship FAO Schwarz store located on 5th Avenue in New York City has the capability to assist you further with order placement for the bike, or additional questions on international issues. Please contact them directly at 212-644-9400 during the following days and times. When making your call, please choose the "Customer Service" option.
Sunday 10:00 AM - 7:00 PM EST
Monday - Thursday 9:30 AM - 7:00 PM EST
Friday & Saturday 9:30 AM - 8:00 PM EST
 
Thank you again for contacting FAO.com. We appreciate your interest and look forward to serving you in the future.
Sincerely,

Lori Marshall
Guest Assistance Specialist Team

O que eu posso responder para a Sra. Marshall? Que ela não faz a mínima ideia do que é frustração? Estamos falando de uma Schwinn cor-de-rosa, por Deus! Detalhe: à módica quantia de $150!!! Eu confesso que foi muito reconfortante ler as palavras "understand" e "frustrating" na mesma sentença. Embora isso não resolva em nada o fato de que não consigo resolver a logística de comprar essa bicicleta e tê-la na garagem do meu prédio em Pinheiros em um futuro próximo. Ou que na verdade eu ter ou não essa bicicleta não mudaria em nada minha vida. Frustração está sempre relacionada à expectativa. Zero expectativa, zero frustração. Simples assim. Mas a pessoa que descobrir uma maneira simples e rápida de não criar expectativas com nada, pode fundar uma seita que eu me filio. Vai virar guru na internet, e eu vou dar RT em tudo o que a pessoa tuitar! A verdade é que não acredito que possamos ser humanos sem ter ao menos o mínimo de expectativa. Enquanto tivemos a vivência da experiência humana, a dependência da mente como a temos hoje, sempre teremos expectativas. A menos que sejamos autistas. Frustração é tão somente nossa incapacidade de aceitar as coisas da maneira que elas se apresentam na realidade. Nós sempre atribuímos uma carga gigantesca de fantasias e percepções, alteradas por emoções, julgamentos e reflexões subjetivas. E quem podemos culpar por tudo isso se não a nós mesmos? Nos relacionamentos estamos tão condicionados às expectativas das pessoas que já consideramos as possíveis frustrações. Quando desmarcamos um jantar, quando ficamos presos em algum compromisso, quando deixamos de telefonar. Todas as vezes que pedimos desculpas. A frustração é considerada até em mensagens pré-formatadas de atendimento ao cliente. A mente se sente confortável de ter sua frustração considerada. É um grande afago ao ego. Por isso até começamos a agregar milhões de micro-ações em nosso dia para tentar afagar os egos e expectativas que brotam como ervas daninhas. Um dia você acorda e tudo o que sua vida se reduz é gerenciar egos inflados de expectativas. Inclusive o seu. A verdade é que a única pessoa que pode te magoar é você mesmo. Se as pessoas pisam em ovos, ou seguem protocolos de condutas por causa de expectativas e frustrações é uma opção única de cada um. Ignorar as expectativas criadas subjetivamente pelas pessoas pode não ser uma medida popular, mas com certeza será muito benéfica para todos nós como sociedade a longo prazo. Em outras palavras, vamos parar com a viadagem! As coisas são como são, as pessoas são como são. É bem melhor assumir a realidade com suas limitações do que tentar sustentar uma ilusão que prolongue e alimente a frustração iminente. Bicicletas cor-de-rosa por $150 não são vendidas para o Brasil. E não tem nada de frustrante nisso. Então, Sra. Marshall, eu agradeço seu esforço em dar Ctrl C + Ctrl V, inserir meu nome na mensagem e apertar send; mas o dia em que minha incompreensão das regras tributárias internacionais me fizerem sentir frustrada, eu tenho problemas muito maiores do que a ausência de uma bicicleta cor-de-rosa na garagem da minha casa. Mesmo sendo uma Schwinn de $150.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

PINK BIKE

Eu quase não dou conta de ficar pesquisando conteúdo e descobrindo blogs por todos os lados. Vou esbarrando em tanta coisa legal, que depois não lembro de onde foi, como, quem. No meio da incursão de hoje, esbarrei nessa bike perdida entre um post e outro. Pink! Sim, Pink! Eu me lembro que quando tinha 15 anos a moda eram as mountain bikes com 18 marchas. Eu queria uma rosa. Rosa fluorescente. Não existia. Eu quis tanto. Com tanta força. Que 15 dias antes do meu aniversário a Caloi (ou foi a Monark... não lembro) lançou uma exatamente como eu queria. E eu ganhei de presente. Dei muitas voltinhas na Fábrica da Melhoramentos com ela e com a Carol. Hoje eu tenho uma comum. Caloi, 21 marchas. Bonita. Bem urbana. Em Amsterdam eu pirei com as bikes que todo mundo usa para cima e para baixo. Simples, de ferro. Com freio no pedal. Jeitão retrô. Como essa semana eu ando saudosista da Europa (talvez porque esteja esfriando e eu fico pensando que lá é só primavera ainda e o verão vai chegar), ando com uma saudade de Roma, de Bruxelas, de Londres e Amsterdam (minhas favoritas). De tomar gelatto, deitar na grama do Hyde Park, waffles e pedalar entre canais. Eu vi esse modelito e pensei: “tem meu nome nela”. A coisa mais "mim qué muito" do mês! O preço nesse link só que me assustou. Será que é pegadinha? Será que eu caio na pegadinha? Só falta um cestinho na frente, um ramalhete de lilases e lavanda... Ah, em algum lugar do mundo é Primavera!