quarta-feira, 28 de julho de 2010

JOGO DA VIDA

Hoje deu um bode de brincar de Farmville. Acho que faz parte do processo de iluminação, não? Dar um bodezinho de vez em quando? Não teve não sei quem na Bíblia que perdeu a razão e saiu socando todo mundo em um templo? Mas eu não soquei ninguém não, minha gente. Foi só um bode grandão, um sensação de estar sendo explorada. Tem um monte de coisa para fazer. A casa é grande, está toda descuidada. Mas o principal motivo de eu ter vindo para cá era ter tempo para escrever. O problema é que eu não estou escrevendo nada. Eu acordo de manhã e tento cumprir minhas horas de trabalho rapidinho, para poder ficar com o resto do dia livre para trabalhar. Só que no resto do dia sempre aparece “alguma coisinha”, entendem... “Oh, would you mind to feed the pigs?”. “Would you like to come get some vegetables with me?”. “Sweetie, would you take these bottles to the winery?”. “Would you bother to do the ironing as well?”. Assim vai indo, indo, e todo mundo sabe que a gente cozinha um sapo esquentando a água devagar. Hoje eu acordei meio avessa. A pessoa já não está em uma plenitude emocional. Vou fazer sessão virtual com o Victor (meu terapeuta) amanhã. Daí bateu um bodezinho. Eu acho que o caminho da iluminação não é uma rodovia asfaltada, duplicada, com acostamento e sem pedágio. Rola umas curvas, uma buraqueira. Tem hora que fica bloqueada por uns dias. Não é brincadeira não. Então querer socar o povo no meio do caminho faz parte. O que define se você continua ou volta 2 casas é como reagir a essa vontade. Eu reagi assim: Ipod no último volume ouvindo Madonna a manhã inteira. E trincando os dentes. Muito, muito os dentes. Ficava repetindo para mim mesma: “Eu calmo. Você calmo. Respira. Estou em uma proposta de doação. Doação a gente não olha para quem. Não pode julgar. Doa e esquece. Não se doa esperando algo em troca. Sublima o ego, Sublima! Ó! Vou contar até três. Um. Dois. Tr... FALEI PARA SUBLIMAR O EGO! Pode parar com isso já!!!” Terminei o dia sem conseguir me organizar tanto, mas um pouco melhor e sem vontade de socar os “infiéis do templo”. Afinal quando a gente se predispõe a se doar, não pode colocar condições. É como comprar um bichinho. “Ah! Ok! Eu quero um poodle, mas um que não tenha pulgas e não faça xixi no sofá.”. Não funciona assim, né. A gente sabe. Resolveu fazer uma coisa, aceita com tudo o que vem. Não é porque eu estou me doando que vão me agradecer e me encher de elogios. Ou que vão reconhecer que estou me dedicando. E talvez as pessoas sejam apenas muito carentes, muito desacostumadas a receber. Quando vêem que alguém está dando, querem pegar um monte com medo de ficarem sem. Mas eu acho que se você vibra abundância, vai ter abundância. Se vibra escassez, vai ter escassez. Então eu estou doando, porque tenho de sobra. Pode pegar, pode abusar. Vou colocando alguns limites devagarinho para conseguir manter minha corrida e escrever. De resto é só um exercício. Preciso ver agora se consigo avançar algumas casas depois disso tudo.

2 comentários:

mc disse...

Vc não socou ninguém, mas lendo isso me senti chacoalhada. E agora vou escrever sobre isso :)

Vanessa disse...

Se doar é uma coisa... ser explorada é outra... e combinado não sai caro! Fazer uma coisinha ou outra de vez em quando para ser simpática é ótimo e realmente não deve se esperar nada em troca, pois o sorriso do próximo já é de bom tamanho... só não podemos deixar que o sorriso do próximo esteja em detrimento do nosso. Comece a poder algumas coisas, como diria minha avó "aparar algumas arestas". Porque o ser humano é uma COISA... vc oferece o dedinho e ele quer a mão, então vc pensa "a mão tudo bem"... no fim das contas dominou todo seu corpinho e ainda quer sugar seu sangue!!! rs
Cheguei a conclusão que o ser humano é uma eterna criança... vc vai me entender... sabe aquela criança q qdo faz birra o pai da o que ela quer? Então ela percebe que funciona... daí ela começa a extrapolar e a birra vira escândalo e o pai vai cedendo... até q estoura e dá uns tapas na criança... ou pode aplicar isso ao namorado que na primeira crise de ciúmes da namorada acha bonitinho, então as crises aumentam até rolar um "barraco", então ele cansa e larga da doidinha... o ponto é o seguinte, se no começo das coisas erradas colocarmos os pontos no "i" todo mundo fica satisfeito e ninguém se magoa. Consegui explicar? Espero que meus devaneios te ajudem a pensar sobre o assunto.. ;) Se cuida e beijinhos!